PORTO MEU,
SEU, NOSSO
Tratamento
de Imagem
Fotografia
"Tenho 65 anos e há
30 anos trabalho como camelô aqui em frente à Rodoviária,
às vezes preciso correr
de guardas municipais que de vez em quando apreendem
minhas mercadorias. Com
o que ganho não consigo nem pagar o seguro desemprego"
Marilene Soares
"As atuais obras
que estão ocorrendo não são úteis para quem mora aqui,
não perguntaram se
queríamos isso"
Paulo José
''Aqui faltam pessoas
atenciosas, com menos malícia"
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| a n t e s |
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A ideia de um “Porto Imaginário” advém da proposta de brincar com a imaginação da população, visando a transformação do Porto (local de boas vindas da cidade) em um ambiente confortável e acessível para todos. Nossa principal questão baseia-se na inclusão social, buscando a interação de todos com a Zona Portuária. Para isso, utilizamos como base algumas entrevistas feitas com pessoas que circulam ou trabalham na região. E com isso obtivemos diferentes visões sobre o assunto, que nos causaram diferentes sentimentos e sensações e, assim, soluções.
Desenvolvendo a nossa ideia e passando-a para o papel, criamos um projeto com características socioculturais e alguns dos itens que constituem o nosso projeto são: bicicletário comunitário, roda gigante turística e galpões revitalizados. O bicicletário comunitário caracteriza uma ideia sustentável que incentivaria as pessoas a utilizarem meios de transportes que não poluam ou maltratem o meio ambiente, resultando em um menor número de automóveis nas ruas. A roda gigante, por sua vez, caracterizaria o ponto turístico da região, que é porta de entrada de turistas.
Tendo como inspiração a London Eye, roda gigante de x metros e que demora 30 minutos para dar uma volta completa, criamos a Rio UP, que além de movimentar a economia turística local, também proporcionaria aos usuários uma vista panorâmica, já que uma cidade agradável e funcional merece ser vista por inteiro. Por último, mas não menos importante, teríamos os galpões reformados que terão usos para diversos fins, visando a movimentação cultural, social e econômica. Galpões esses que trarão em suas paredes as imagens das pessoas entrevistadas durante a pesquisa.
Além de
todas as questões técnicas, tal projeto veio agregando a nós de forma pessoal,
trabalhando nosso olhar para que então conseguíssemos analisar de forma mais
profunda e diferente do habitual, cada questão trabalhada. Após estudarmos a
região, ouvirmos cada desabafo como quem ouve um amigo e observarmos a rotina,
chegamos ao foco que queríamos dar ao projeto, visando a parte sociocultural,
já que entendemos que essa é uma parte deficiente não só da Zona Portuária, mas
de toda a cidade.
Acreditamos
que com algumas dessas questões transformadas, o lugar se tornaria mais
agradável tanto para quem mora, trabalha ou visita. Chegamos à conclusão,
também, que falta diálogo entre o governo e a população, já que como qualquer
outra, na atual obra que está acontecendo na região, não houve nenhum tipo de
opinião da população e com tanto caos na cidade, as pessoas se assustam quando
alguém quer ouvi-las ou fazer uma foto. Estão todas acostumadas com o
esquecimento, com isso a população acaba sendo manipulada e o estado faz o que
quer. Apesar da ideia de um
projeto como esse parecer utópica, é possível
colocá-la em prática, se os governantes visarem uma cidade que
atenda a necessidade de todos, agredindo menos o meio ambiente, onde haja
oportunidades de trabalho, qualidade de vida e movimentação justa da economia.


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