Cultura
e mobilidade portuária
Tratamento de Imagem
Fotografia
“Purgatório da beleza e do caos”
Douglas Freire, 22 anos, estudante de
Engenharia de Petróleo.
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Durante as conversas no entorno
da Rodoviária Novo Rio, ouvimos pessoas que iam e vinham. Dentre essas pessoas
encontramos Vitor Miranda, 20 anos, estudante de Ciências Sociais, que reclama
da falta de opções culturais: “Faltam opções de lazer e cultura, não há um
teatro ou cinema”. Marcos, 50 anos, enfermeiro, também se mostrou insatisfeito
com as condições da região portuária: “Ninguém consegue mudar isso aqui”.
Impactados por estas afirmações, pensamos no que poderia ser feito. Percebemos
a urgente necessidade de mudança para algo arborizado, móvel, e mais organizado.
Como a porta de entrada da
cidade, a Zona Portuária vai além. É preciso que haja mais atenção nessa área
em termos de estrutura, cultura e lazer, pensando sempre nos interesses da
população.
A base do nosso projeto é
cultural, por isso visamos um melhor aproveitamento da zona portuária, pensando
na revitalização de áreas abandonadas e inutilizadas. Uma construção paralisada
dá lugar a um grande Centro Artístico Cultural para todas as classes sociais,
onde serão desenvolvidas atividades educativas, esportivas e culturais. Também
foi idealizado neste espaço, uma Arena de Espetáculos para shows e afins.
Criamos também uma passagem
subterrânea ligando a rodoviária aos centros culturais, contendo exposições e
intervenções artísticas e culturais. Esse túnel vai além de uma simples
passagem de pedestres, unindo mobilidade e cultura no mesmo local. Propondo a
mobilidade ecológica e incentivando o uso de bicicletas, uma ciclovia foi
incorporada ao projeto VLT.
Com poucas opções para
alimentação, uma área foi reaproveitada para a construção de uma praça de
alimentação, com bares e restaurantes, incluindo ainda um restaurante
comunitário. Ao
entrarmos em contato direto com quem entra e sai da cidade, tivemos uma
perspectiva ampliada sobre o tema. Observamos que o cinza predomina e não
agrada a ninguém, porém a opinião da população não se faz útil aos olhos dos
governantes. Olhar para o porto é olhar para a cidade e suas infinitas
possibilidades. Sendo assim, analisamos a zona portuária de maneira crítica,
enxergando a porta de entrada da cidade horizontalmente, com interação direta
da população, revitalizando o porto sem perder sua identidade
histórico-cultural.

Muito bonito e criativo o trabalho
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